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Cirrose
Biliar Primária
Dr.
Stéfano Gonçalves Jorge
Introdução
Descrita
inicialmente por Addison e Gull em 1851 e Hanot em 1876, a Cirrose
Biliar Primária (CBP) é uma doença de causa ainda pouco
esclarecida, provavelmente imunológica, caracterizada por colestase (acúmulo de bile) crônica do fígado e destruição dos ductos
biliares interlobulares e septais. A doença afeta tipicamente mulheres
de meia-idade (média de 40 a 59 anos) em 90% dos casos e costuma
cursar com a presença do anticorpo anti-mitocôndria. A doença é
caracteristicamente lenta e progressiva, podendo levar a cirrose
e suas complicações. Nas últimas décadas, no entanto, observou-se
tendência a uma melhor evolução da doença, provavelmente pelo
diagnóstico mais precoce e a disponibilidade de tratamentos.
EPIDEMIOLOGIA
É uma doença
incomum, com incidência (novos casos) de cerca de 10 a 12 casos por
ano por 1 milhão de pessoas e prevalência (número total de doentes)
de 100 a 150 casos por milhão. Como a maioria das doenças crônicas do
fígado, a CBP costuma ser assintomática e seu diagnóstico só é
realizado tardiamente, já no estágio de cirrose, a não ser que seja
suspeitada ou detectada precocemente por exames de rotina (especialmente
fosfatase alcalina). Apesar de rara, a CBP é
responsável por cerca de 0,6 a 2,0% das mortes por cirrose no mundo.
Fisiopatogenia
Já foram feitas
muitas tentativas de se encontrar a causa dessa doença. A hipótese de
que exista pelo menos uma base genética é apoiada pelo risco aumentado entre irmãs, gêmeas e mãe e filha.
Estudo recente mostrou que em gêmeos monozigóticos (idênticos
geneticamente), há uma taxa de concordância de 0,63, que é a mais
alta já observada entre as doenças consideradas autoimunes. No
entanto, ainda não foi isolado gene ou conjunto de genes claramente
responsáveis pela CBP.
Há estudos
sugerindo também a presença de um fator ambiental, que não foi
identificado. Esse fator poderia ser uma causa direta (como agentes
tóxicos) ou como "gatilhos" da doença autoimune (vírus e
bactérias - leia mais sobre autoimunidade e gatilhos aqui).
Essa hipótese está apoiada na distribuição "em grupos" da
doença e em relatos de CBP relacionados a infecções, que podem
tê-las desencadeado. A razão da preferência por mulheres também não foi
explicada, pois quando homens manifestam a CBP ela tem exatamente as
mesmas características.

É evidente, no
entanto, que a doença surge com (ou por) anormalidades no sistema
imunológico, que passa a destruir os canalículos biliares, sugerindo
que trata-se de uma doença autoimune. Ela é
freqüentemente encontrada em associação com outras doenças
autoimunes, como tireoidites. Além disso, a
presença de anticorpo anti-mitocôndria é quase constante nos
portadores (o que não significa que a doença seja causada por esse
anticorpo). Vários agentes infecciosos, vírus e bactérias, já foram
"acusados" de desencadear um erro no sistema imunológico, mas
nenhum de forma conclusiva.
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CBP e doenças
autoimunes associadas
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Ceratoconjuntivite seca
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50%
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Síndrome de Sjogren
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20,8%
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Artrite reumatóide
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5,6-10%
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Tireoidite de Hashimoto
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5,6%
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Fenômeno de Raynaud
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4,0-9,0%
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Escleroderma
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1,4-2,0%
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Colite ulcerativa
|
0,3%
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Na CBP, ocorre a
destruição dos canais biliares possivelmente pelas células de defesa do tipo
linfócitos T (Th1 e Th2), por mecanismo não
esclarecido (mas envolvendo apoptose) e levando a redução
do fluxo de bile e ao seu acúmulo (colestase). A bile acumulada causa
ainda mais dano aos canais biliares e aos hepatócitos, que são
lentamente destruídos com a formação de fibrose e, a longo prazo, a
cirrose se estabelece. Sugere-se ainda que uma mutação genética
aumentaria a expressão de endotelinas em resposta a agentes externos
(como vírus), que levariam a ativação das células de Kupffer e
esteladas, que por sua vez contrairiam vasos peribiliares, levando a
dano das vias biliares, apoptose da mesma e exposição de antígenos
mitocondriais que levam à produção do anticorpo antimitocôndria e o
dano adicional causado pelo sistema imunológico.
Diagnóstico
O diagnóstico da
CBP é geralmente feito em quatro situações:
-
após exames de rotina,
onde observou-se elevação de fosfatase alcalina e/ou colesterol
total, sendo então a pessoa submetida a investigação da causa
dessas alterações;
-
pessoas portadoras de
outras doenças imunológicas que estão associadas a um risco maior
de CBP (doenças da tireóide, escleroderma, artrite reumatóide)
e são investigadas;
-
pacientes com osteoporose
secundária à colestase crônica, principalmente se associada a
menopausa sem reposição hormonal;
-
pacientes já com cirrose,
sendo que nessa fase o diagnóstico da CBP nem sempre é possível.
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Diagnóstico
da Cirrose Biliar Primária |
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Clínica
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Mulher de meia-idade
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90% dos pacientes |
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Fadiga
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60-70% dos pacientes |
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Prurido (coceira)
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50-60% dos pacientes |
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Hepatoesplenomegalia
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Outras doenças autoimunes
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Xantomas
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Sinais de cirrose
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Sem sintomas
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30-40% dos pacientes |
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Bioquímica
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Elevação de fosfatase alcalina
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3 ou mais vezes acima do normal |
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Elevação de gama-glutamil-transpeptidase
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Elevação do colesterol
|
80% dos pacientes |
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Bilirrubina direta normal ou elevada
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normalmente pouco aumentada |
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Sorologia
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Anticorpo-antimitocôndria (título > 1:40)
|
90-95% dos pacientes* |
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IgM elevado
|
95% dos pacientes |
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Radiologia
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Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica normal
|
normalmente é desnecessária |
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Histologia
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Destruição granulomatosa de ductos biliares
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Proliferação de ductulos biliares
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Infiltração crônica por células inflamatórias
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Fibrose com ou sem cirrose
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*
pacientes com anti mitocôndria negativa e outros achados
característicos de CBP, são considerados como portadores de
"colangite autoimune" - desses, 95% terão anticorpos
anti-núcleo ou anti-músculo liso e a evolução é idêntica à da CBP.
Obstruções mecânicas ( como cálculos ) das vias biliares raramente (
< 2% ) apresentam sorologia anti-mitocôndria positiva.
O sintoma mais
freqüente da CBP é fadiga, mas a causa disso é desconhecida e a sua
intensidade não tem relação com a gravidade da doença. O segundo
sintoma em freqüência é o prurido (coceira), o que pode levar a
pessoa a procurar inicialmente um dermatologista. A icterícia (amarelão) pode não aparecer, mas quando está presente surge dentro
de dois anos do aparecimento do prurido. Outro sintoma característico,
que independe da gravidade da CBP e pode surgir ou desaparecer é o
xantoma, depósitos de gordura sob a pele.

Xantoma em pele
A única lesão
diagnóstica da cirrose biliar primária no estudo
histológico da biópsia
hepática é a destruição dos ductos biliares septais ou
interlobulares com a formação de granulomas, mas esse achado
dificilmente é encontrado em biópsias por agulha. As alterações
normalmente encontradas são divididas em 4 estágios:
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Estágios
Histológicos da Cirrose Biliar
Primária |
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I |
ou portal, é
caracterizada por inflamação dos tratos portais ao redor dos
ductos biliares |
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II |
caracterizado por maior
destruição biliar, proliferação dos dúctulos biliares (ductos
menores), necrose em "saca-bocado" e progressão da
inflamação das áreas portais para o parênquima hepático |
|
III |
com fibrose se estendendo
dos tratos portais |
|
IV |
ou septal, definido pela
presença de nódulos regenerativos delimitados por fibrose |
Com exames laboratoriais tão
específicos, é até discutível o papel da biópsia no diagnóstico da
CBP. Mesmo em relação ao estágio da doença, o valor da biópsia
hepática é limitado pois a doença apresenta estágios histológicos
diferentes no mesmo fígado.
História
Natural
Até hoje a
história natural da CBP não está bem estabelecida. Um estudo mostra
que a sobrevida média de pacientes assintomáticos é de 16 anos após
o diagnóstico e de 8 anos para os sintomáticos, mas são necessários
mais estudos.
Não há nenhum
método confiável para estimar o tempo de vida de um portador de CBP.
Observou-se que portadores de uma cirrose micronodular (com nódulos
pequenos) evoluem mais rapidamente do que os com cirrose macronodular. Dentre todas as características possíveis para essa estimativa, o
valor de bilirrubina total é o mais importante. A bilirrubina pode
permanecer normal por vários anos e depois permanecer pouco aumentada
por mais alguns. Quando começa a surgir falência do fígado, o nível
de bilirrubina sobe muito, especialmente nos últimos dois anos de vida,
tornando essa mudança (bilirrubina total acima de 4-6 mg/dL) um bom
método para encaminhar o paciente ao centro de transplante hepático.
Tratamento
Sintomas
A causa do prurido
ainda é incerta, pois não está diretamente relacionada ao nível
sangüíneo de bilirrubina. Mesmo assim, o uso de um quelante de sais
biliares (substância que se liga aos sais biliares e os impede de ser
reabsorvidos pelo sangue), a colestiramina (questran®), em uma dose
de até 12 gramas por dia, é a primeira escolha no tratamento. Quando
não há resposta, é possível o uso de rifampicina, iniciando-se com
150 mg/dia.
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Sintomas
relacionados à deficiência de vitaminas lipossolúveis* |
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Vitamina A
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cegueira noturna (excesso pode ser tóxico ao
fígado)
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Vitamina D
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osteoporose, osteomalácia
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Vitamina E
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alterações neurológicas
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Vitamina K
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coagulopatia (sangramentos espontâneos)
|
*
como o excesso de vitaminas pode ser tão danoso quanto a deficiência,
apenas recomenda-se a reposição após exames laboratórios comprovando
a falta das vitaminas
Xantomas
múltiplos podem levar a dor por infiltração dos nervos, podendo ser
tratada com plasmaférese ("filtração" do sangue). Os
olhos secos melhoram com colírios que simulam a lágrima. Fenômenos de
Raynaud podem ser tratados com bloqueadores de canais de cálcio.
Prevenção
Osteoporose e
osteomalácia podem ser em parte prevenidos pela suplementação de
vitamina D e cálcio, além de banhos de sol mínimos. O uso de
hormônios em mulheres menopausadas pode ajudar, mas a dose deve ser
mínima (e preferencialmente em adesivos), pois o estrógeno pode piorar
a colestase e a lesão hepática.
O risco de
sangramento por varizes de esôfago pode ser reduzido com o rastreamento
prévio de varizes e a profilaxia primária com drogas (propranolol,
nadolol) ou ligadura elástica de vaizes, ou ambos.
Tratamento
medicamentoso
O ácido
ursodeoxicólico - UDCA (ursacol ®) é um variante de sais
biliares que tem a característica de ser mais hidrofílico (mais
solúvel em água) que a maioria dos sais biliares normalmente
presentes na bile. Quando administrado em doses terapêuticas (13 a 15
mg/kg/dia), passa a constituir cerca de 40% do pool de ácidos
biliares na bile, que torna-se menos detergente e tóxica. Além disso,
parece ter efeito mudando aspectos de imunidade nos hepatócitos e
canais biliares, estimulando a secreção hepatobiliar (reduzindo a
colestase) e tem uma ação anti-apoptótica de mecanismo ainda não
adequadamente esclarecido. Há melhora significativa, tanto laboratorial quanto à
biópsia hepática, na maioria dos pacientes, que provavelmente terão progressão
mais lenta da doença. Os estudos realizados sobre o benefício do UDCA
a longo prazo na CBP, no entanto, são conflitantes em relação à
redução na progressão da doença, óbito ou necessidade de
transplante.
O metotrexate,
numa dose de 15 mg por semana, mostrou melhora laboratorial e
histológica, mas não tem nenhuma evidência de melhorar o curso da
doença. A colchicina também foi testada, mostrando melhora em
sintomas e exames laboratoriais, mas sem afetar a histologia ou melhorar
a evolução da doença. O uso de corticosteróides aparentemente
não está associado a melhora no prognóstico e tende a apresentar
complicações, como piora na osteoporose.
Transplante
hepático
O transplante
hepático é a melhor opção para portadores de CBP em estágio
avançado. A probabilidade de sobreviver ao 1o. ano é de 90 a 95% em
grandes cetros e de 70 a 80% em 5 anos. Há uma taxa de recidiva de cerca
de 10% da CBP no fígado transplantado, mas nesses a doença costuma
seguir um curso mais benigno.As indicações mais aceitas para
transplante são:
-
bilirrubina total acima de
4 mg/dL
-
falência da função
hepática
-
prurido ou fadiga graves
-
ascite refratária ao
tratamento
-
encefalopatia hepática
-
sangramento por varizes
não controladas por medicação e endoscopia
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Artigo criado em: 17/08/04
Última revisão: 18/01/07
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