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Hepatocarcinoma
Dr.
Stéfano Gonçalves Jorge
INTRODUÇÃO
O hepatocarcinoma (ou carcinoma hepatocelular -
CHC) é o câncer primário do fígado, ou seja, o câncer derivado das
principais células do fígado - os hepatócitos. Como os demais cânceres, surge
quando há uma mutação nos genes de uma célula que a faz se multiplicar
desordenadamente. Essa mutação pode ser causada por algum agente externo (como o
vírus da hepatite B) ou pelo excesso de
multiplicações das células (como a regeneração crônica nas
hepatites), o que aumenta o risco de surgimento de
erros na duplicação dos genes. O hepatocarcinoma é caracteristicamente
agressivo, com altíssimo índice de óbito após o início dos sintomas (icterícia,
ascite e outros). Se for detectado apenas na fase
sintomática, o paciente tem expectativa de vida média inferior a um mês se não
for realizado nenhum tratamento, sendo que nessa fase os tratamentos disponíveis
são limitados e pouco eficazes.

Há
diversas estratégias para reduzir a mortalidade pelo CHC:
-
profilaxia primária - o melhor modo de reduzir a mortalidade pelo
hepatocarcinoma é prevenir os fatores de risco para o seu surgimento; a
vacinação contra a hepatite B, de
fato, foi a primeira vacina que comprovadamente reduziu a incidência de
câncer na população;
-
profilaxia secundária - uma segunda estratégia é identificar e tratar se
possível os portadores de fatores de risco; há evidências, por exemplo, de
que o tratamento da hepatite C com
interferon reduz o risco de
surgimento do CHC;
-
profilaxia terciária - identificados os portadores de fatores de risco,
realizar o rastreamento periódico dos mesmos, para a detecção precoce da
doença e a realização de tratamentos mais efetivos;
-
tratamento - diversas modalidades de tratamento estão disponíveis
atualmente, cada uma indicada para uma situação específica.
EPIDEMIOLOGIA
O
hepatocarcinoma é um dos cânceres mais comuns no mundo - em 1999, chegou a ser o
quarto câncer mais comum. Globalmente, a incidência anual é de 250.000 a
1.000.000 de novos casos ao ano. Sua incidência é maior em países com maior
incidência de fatores de risco - como na Ásia pela altíssima incidência de
hepatite B. Com a redução na incidência da hepatite B pela vacinação em massa
nos países mais afetados, a incidência está diminuindo. No entanto, graças à
epidemia global de hepatite C nas últimas décadas, associada à epidemia de
esteato-hepatite não alcoólica (associada a
obesidade), a incidência está aumentando no Ocidente. É mais comum em homens,
independente da etnia, na proporção de 4:1, entre a 8a. e 9a. décadas de vida,
observando-se recentemente redução progressiva da idade média, interpretada como
secundária ao aumento proporcional da doença em portadores de hepatite C.
|
Pessoas
com maior risco de cirrose
|
|
Fatores
de Risco |
Doenças
Hepáticas Associadas |
|
História
familiar |
Hemocromatose,
doença de Wilson, deficiência de a
1-antitripsina, fibrose cística,
talassemia |
|
Etilismo
(geralmente > 50g/dia) |
Lesões
hepáticas causadas pelo álcool (cirrose, esteatose, hepatite
alcoólica) |
|
Hiperlipidemia,
diabetes, obesidade |
Esteatose
hepática |
|
Transfusão
sangüínea |
Hepatites
B e C |
|
Doenças
autoimunes |
Hepatite
autoimune, cirrose biliar primária |
|
Medicações |
Hepatopatias
induzidas por drogas |
|
Exposições
parenterais (drogadição, profissionais de saúde) |
Hepatites
B e C |
|
Homossexualismo
masculino |
Hepatite
B |
|
Colite
ulcerativa |
Colangite
esclerosante primária |
|
História
de icterícia ou hepatite |
Hepatites
virais crônicas ou autoimune, cirrose |
|
Cirurgia
hepatobiliar |
Estenose
dos ductos biliares |
A
cirrose hepática, independente da causa, é o
principal fator de risco para o surgimento do CHC. Considera-se que o portador
de cirrose compensada (sem sintomas, Child-Pugh A) tem
um risco de desenvolver CHC de cerca de 5% ao ano. Esse risco subiria
para 10% e 15% nos estágios de Child-Pugh B e C, respectivamente. Situações
específicas na evolução da cirrose estão associadas a uma maior incidência de
CHC - na hemorragia por varizes esofágicas, 15%; na
peritonite bacteriana espontânea, 20%.

Hepatocarcinoma
demonstrado ao ultra-som (cortesia do Prof. Dr. Jazon Romilson de
Souza Almeida)
Doenças onde há alteração no DNA dos hepatócitos podem predispor ao aparecimento
do CHC mesmo na ausência de cirrose. O vírus da hepatite B, por ser um vírus
tipo DNA, integra seu material genético ao do hepatócito do hospedeiro, podendo
predispor ao aparecimento de mutações que levam ao CHC. A aflatoxina, uma toxina
que pode estar presente em amendoins contaminados por fungos do gênero
Aspergillus, pode levar a mutação no códon 249 do gene p53, levando ao
surgimento do hepatocarcinoma.
SINTOMAS
Os
sintomas do hepatocarcinoma não são específicos, e estão relacionados mais diretamente ao
comprometimento da função do fígado e geralmente já indicam a presença de câncer
avançado: dor abdominal (entre 40 e 60%, que pode corresponder a
peritonite bacteriana espontânea), tumoração
palpável no abdome à direita, distensão, falta de apetite, icterícia,
ascite, emagrecimento, mal-estar, sonolência (por
encefalopatia hepática) e hemorragia
digestiva.
|
Sintomas
mais freqüentes no hepatocarcinoma (Japão) |
|
Sintoma |
% |
|
Mal-estar
geral |
60,5 |
|
Dor
abdominal |
46,2 |
|
Sensação
de abdome cheio |
44,9 |
|
Perda
do apetite |
44,7 |
|
Perda
de peso |
28,9 |
|
Ascite
(acúmulo de líquido no abdome) |
26,5 |
|
Tumor
palpável |
23,3 |
|
Inchaço
nas pernas |
16,8 |
|
Icterícia
(pele e olhos amarelados) |
16,7 |
|
Febre |
16,7 |
|
Náusea
e vômitos |
15,6 |
|
Vômitos
ou fezes com sangue |
7,6 |
FISIOPATOGENIA E HISTÓRIA NATURAL
A
história natural do hepatocarcinoma é relativamente bem conhecida. No fígado
cirrótico, a lesão surge a partir de um nódulo de regeneração, que evolui com o
aparecimento de displasia (alteração na maturação e formato das células) e
depois de células cancerosas propriamente ditas. Como grande parte dos tumores
sólidos, a velocidade do seu crescimento é mais ou menos constante, dobrando o
seu volume entre 4 e 6 meses (entre 27 e 605 dias).
O
hepatocarcinoma pode apresentar 4 graus de diferenciação (classificação de
Edmonson e Steiner, 1954) e 5 tipos histológicos diferentes:
-
carcinoma
hepatocelular esclerosante;
-
carcinoma
fibrolamelar (que apresenta maior facilidade para extração cirúrgica,
portanto melhor prognóstico);
-
carcinoma
colangiocelular;
-
hepatocolangiocarcinoma;
-
hepatoblastoma (mais comum em crianças).

Hepatocarcinoma fibrolamelar
Escores
prognósticos
Classificação
de Child-Pugh
|
Classificação
de Child-Pugh1 |
|
Encefalopatia
hepática2 |
ausente |
1-2 |
3-4 |
|
Ascite |
ausente |
leve |
moderada/severa |
|
Albumina |
> 3,5 |
2,8-3,5 |
< 2,8 |
|
Bilirrubina
total3 |
< 2,0 |
2,0-3,0 |
> 3,0 |
|
Tempo de
protrombina4 |
1-4 |
4-6 |
> 6 |
|
Pontos: |
1 |
2 |
3 |
|
A: 5-6 pontos |
B: 7-9 pontos |
C: 10-15 pontos |
Notas:
1soma-se os pontos para cada um dos cinco itens; 2classificação
de West Haven; 3na cirrose biliar primária, utilizar os
seguintes valores de bilirrubina total: 1-4 (1 ponto), 4-10 (2 pontos) e > 10
(3 pontos); 4segundos após o controle - é possível também
utilizar o valor de RNI: < 1,7 (1 ponto), 1,7-2,3 (2 pontos) e > 2,3 (3
pontos)
-
a
classificação, no entanto, tem sido utilizada por décadas na prática
hepatológica como um modo de classificar, ainda que de modo grosseiro, o
paciente cirrótico em três estágios (A, B e C), com grau progressivo de
complicações da cirrose;
-
mesmo
assim, a classificação de Child-Pugh é incapaz de prever o prognóstico
(expectativa de vida), com um mínimo de precisão, quando avaliada
individualmente; a tendência atual é a de utilizar a classificação de
MELD/PELD e abandonar a de Child-Pugh.
Classificação
de Okuda
-
a
classificação de Okuda (1985) tem como objetivo prever a média de
sobrevida de pacientes com hepatocarcinoma não submetidos a qualquer tipo
de tratamento minimamente eficaz (incluindo ausência de tratamento e a
utilização de tratamentos "tradicionais" com ervas), de
submetidos a tratamento clínico e a hepatectomia;
|
|
Tamanho do tumor |
Ascite |
Albumina |
Bilirrubina |
|
Estágio |
> 50% (+) |
< 50% (-) |
(+) |
(-) |
< 3 g/dL (+) |
> 3 g/dL (-) |
> 3 mg/dL (+) |
< 3 mg/dL (-) |
|
I |
(-) |
(-) |
(-) |
(-) |
|
II |
1 ou 2 (+) |
|
III |
3 ou 4 (+) |
-
com base em
apenas quatro parâmetros relativamente simples e objetivos (apesar da
proporção do tumor em relação ao tamanho total do fígado algumas vezes
ser difícil de definir se seria maior ou menor de 50%), é definido o
estágio do tumor, com o seu devido prognóstico estimado em semanas:
|
Estágio |
Não tratados |
Tratamento clínico |
Hepatectomia |
|
I |
8,3 |
9,4 |
25,6 |
|
II |
2,0 |
3,5 |
12,2 |
|
III |
0,7 |
1,6 |
|
|
Média |
1,6 |
|
|
-
a primeira
grande ressalva em relação a esta classificação é que os tratamentos
clínicos evoluíram muito desde então, com o surgimento de novos agentes
quimioterápicos e o aprimoramento das técnicas de quimioembolização e de
tratamentos percutâneos (com álcool, microondas, etc.); as técnicas de
hepatectomia também se desenvolveram, com o auxílio de novos instrumentos
como os bisturis de argônio e Yag-laser - mesmo assim, a classificação
mantém a sua importância em relação à previsão de prognóstico sem
tratamento como base de comparação com os tratamentos disponíveis;
-
deve-se
ressaltar que qualquer estimativa de prognóstico refere-se à média
observada em pacientes em situação semelhante, não servindo para definir
tempo de vida de um paciente individual.
Cancer of the
Liver Italian Program (CLIP)
-
é uma
classificação que engloba a classificação de Child-Pugh, que avalia a função
hepática, a fração de fígado acometido (como na classificação de Okuda), o
nível sérico de alfa-fetoproteína e um outro fator importante, a infiltração
pelo câncer dos vasos hepáticos, especialmente a veia porta;
|
CLIP |
| |
0 pontos |
1 ponto |
2 pontos |
| Child-Pugh |
A |
B |
C |
| Morfologia |
Uninodular; < 50%
órgão |
Multinodular; < 50%
órgão |
Multinodular; > 50%
órgão |
| Alfa-fetoproteína |
< 400 ng/dL |
> 400 ng/mL |
- |
| Invasão vascular macroscópica |
Não |
Sim |
- |
|
Sobrevida segundo
pontuação CLIP |
| |
0 |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
| Sobrevida em 1 ano |
92% |
80% |
52% |
37% |
4% |
0% |
0% |
| Sobrevida mediana (em meses) |
42 |
32 |
16,5 |
4,5 |
2,5 |
1 |
1 |
-
mais uma vez,
deve-se
ressaltar que qualquer estimativa de prognóstico refere-se à média
observada em pacientes em situação semelhante, não servindo para definir
tempo de vida de um paciente individual.
DIAGNÓSTICO
O
diagnóstico do hepatocarcinoma pode ser feito através de exames de imagem,
marcadores tumorais (exame de sangue) e anátomo-patológico (biópsia). Como nem
sempre há aumento dos marcadores tumorais e a realização de biópsia pode não ser
possível (pela deficiência de coagulação da insuficiência hepática, ascite ou
por dificuldade de acesso pela localização do tumor) ou recomendável (há risco
teórico, por relatos anedóticos, de disseminação do tumor pelo trajeto da
agulha), o diagnóstico do hepatocarcinoma pode ser fechado pela presença de
exame de imagem com lesão típica e aumento em marcador tumoral ou pela presença
de imagem típica em duas modalidades diferentes de exame de imagem.

Hepatocarcinoma
pequeno ao ultra-som (cortesia de Prof. Dr. Jazon Romilson de Souza Almeida)
A
ultrassonografia (ecografia) é um
exame simples, barato, não invasivo, facilmente disponível e capaz de avaliar
adequadamente o fígado em todo o seu volume. É considerado o exame de imagem de
escolha para o fígado para avaliações periódicas de rotina, sendo capaz de
detectar lesões pequenas. Infelizmente, a ultrassonografia é limitada por dois
fatores importantes. O primeiro é que é um exame operador-dependente, ou seja, é
um ótimo exame se realizado por médico experiente em avaliação de lesões
hepáticas (que pode detectar lesões menores e até estratificar o grau de fibrose
hepática com confiabilidade comparável à biópsia), mas praticamente inútil se
não (não é incomum receber laudos de "fígado normal" em pacientes portadores de
cirrose avançada). O segundo é que em fígados muito reduzidos e com nódulos de
regeneração (comum em portadores de cirrose alcoólica avançada), diferenciar um
nódulo potencialmente maligno de um fígado repleto de nódulos benignos é muito
difícil - nestes casos, estaria indicada a tomografia computadorizada. A
possibilidade de utilizar a ultrassonografia com tecnologia de doppler,
power doppler ou com contraste aumenta a sensibilidade (capacidade de
detecção) e especificidade (capacidade de diferenciar nódulos benignos de
malignos) do exame. Também permitem a identificar a presença de invasão
vascular, importante para a avaliação prognóstica e definição de possibilidades
de tratamento.

Hepatocarcinoma
demonstrado por ultra-som e aspecto característico dos vasos nutridores ao
power doppler (cortesia de Prof. Dr. Jazon Romilson de Souza Almeida)
Os
exames de tomografia computadorizada e de
ressonância nuclear magnética, especialmente e
segundo, são mais caros e de difícil acesso, além de precisarem da aplicação de
medicação (contraste) por via oral e/ou endovenosa, o que pode ser
contra-indicado em pacientes alérgicos. No entanto, são exames menos dependentes
do operador e capazes de detectar lesões pouco menores e diferenciar com maior
segurança nódulos malignos de nódulos benignos de regeneração.

Hepatocarcinoma
avançado (setas), ocupando o lobo esquerdo do fígado, em tomografia computadorizada.
Outros exames de imagem são indicados em situações específicas. A
arteriografia, exame onde é introduzido
cateter através da artéria femoral até o interior do fígado, permite a avaliação
direta da região hipervascularizada (com alta concentração de vasos sanguíneos)
arterial característica do hepatocarcinoma. Através da arteriografia, é possível
a aplicação de agente quimioterápico diretamente no tumor, seguida da aplicação
de agente embolizante para que ocorra obstrução do ramo arterial que nutre o
tumor (esse é um dos tratamentos paliativos da hepatocarcinoma, denominado
quimioembolização).

A
mesma lesão demonstrada por angiografia digital (setas)
A
alfa-fetoproteína
|
Diagnóstico diferencial do
hepatocarcinoma |
|
Doença |
Características |
Investigação |
|
Câncer metastático |
Lesões múltiplas, sem cirrose, AFP normal, sem invasão portal |
Marcadores oncofetais, biópsia, CT, angiografia |
|
Colangiocarcinoma |
Sem cirrose, massa hipovascular, AFP normal, sem invasão portal |
Marcadores oncofetais, biópsia, CT, angiografia |
|
Angiossarcoma |
Exposição a thorotrast, sem cirrose, AFP normal, perda de contraste,
metástases extra-hepáticas precoces |
Marcadores oncofetais, CT, angiografia, biópsia |
|
Adenoma,
hiperplasia nodular focal |
Uso de MACO, sem cirrose, AFP normal, hipervascular, sem invasão
portal |
Marcadores oncofetais, biópsia, CT, angiografia |
|
Hemangioma |
AFP normal, sem invasão portal, contraste periférico lento |
Marcadores oncofetais, CT dinâmico, RNM, angiografia |
|
Abscesso hepático |
Febre alta, leucocitose, AFP normal, sem invasão portal, interior
hipodenso, conteúdo purulento |
Marcadores oncofetais, CT, US, aspiração |
Alfafetoproteína
-
Baixa sensibilidade – 45-64%
-
Valores abaixo de 20 ng/dL – VPN > 90%
-
É considerado específico se > 400 ng/dL
-
Valores entre 20-400 – população com
odds ratio 14 para
hepatocarcinoma
Métodos de imagem – sensibilidade (Rizzi, 1994)

texto em revisão
SCREENING
Programas de screening (OMS)
-
A doença deve ser comum
-
A população de risco deve ser bem definida
-
Método diagnóstico não invasivo eficiente
-
A história natural deve ser bem estabelecida
-
Deve haver terapia radical efetiva
-
Boa taxa custo-benefício
TRATAMENTO
A melhor opção, apesar de muito agressiva, ainda é o transplante do fígado,
onde o órgão doente é substituído por outro sadio. Outra opção é a hepatectomia, cirurgia onde é retirada a porção do fígado onde está
localizado o tumor.
Uma
terceira opção, muito utilizada pelos japoneses e que aos poucos vem se
tornando difundida pelo mundo é o tratamento percutâneo (pela pele) do
tumor. Nessa modalidade terapêutica, o tumor é destruído sem a necessidade de
cirurgia. A injeção percutânea de etanol (PEI) é um método simples,
realizado sob anestesia local e com raras complicações. Com o auxílio do
ultra-som, é introduzida uma agulha especial no centro do tumor, através da
pele, onde é administrado álcool absoluto (a 100%), provocando a
destruição do câncer. Outro método é a introdução de uma agulha que emite
microondas ou radiofrequência no centro da lesão, com efeito semelhante. Apesar de simples,
rápido e seguro, o tratamento percutâneo não é tão eficaz quanto o
cirúrgico, podendo ser utilizado antes da cirurgia ou em pessoas que não
possam ou não aceitem a cirurgia.
Um outro tratamento, cada vez mais utilizado como paliativo,é a quimioembolização da
lesão (ver artigo específico aqui).
BIBLIOGRAFIA
-
Costa, F e
Mayer, IA. Hepatocarcinoma. Manual de Oncologia Clínica Hospital Sírio
Libanês, Reichmann & Autores Editores, 2005 (link);
-
Almeida, JRS.
Carcinoma Hepatocelular (CHC). Diretrizes, Normas e Condutas FCM Unicamp (link)
-
Pugh RN,
Murray-Lyon IM, Dawson JL, Pietroni MC, Williams R. Transection of the
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J Surg. 1973 Aug;60(8):646–649;
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Okuda K,
Ohtsuki T, Obata H, et al. Natural history of hepatocellular carcinoma and
prognosis in relation to treatment: study of 850 patients Cancer
1985;56:918-28
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A new
prognostic system for hepatocellular carcinoma: a retrospective study of 435
patients. The Cancer of the Liver Italian Program (CLIP) investigators.
Hepatology 1998;28:751-755
-
Marrero, JA.
Hepatocelullar carcinoma. Curr Opin Gastroenterol 19(3):243-249, 2003
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Bosch FX, Ribes
J, Borras J: Epidemiology of primary liver cancer. Semin Liver Dis 1999,
19:271-285
-
El-Serag HB,
Mason AC: Rising incidence of hepatocellular carcinoma in the United States.
N Engl J Med 1999, 340:745-750
Leia texto
mais amplo sobre câncer de fígado
Leia texto sobre
metástases hepáticas
Leia texto
sobre colangiocarcinomas

Artigo criado em:
2003
Última revisão: 16/09/07
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