O Hepcentro

Página principal
Objetivos
Agradecimentos
Ética médica
Médicos
Direitos autorais


Artigos

Biblioteca
Dúvidas
Pesquisa
Links


Hepatites

Dr. Stéfano Gonçalves Jorge

Share |

   Chamamos de hepatite toda inflamação no fígado. Esta inflamação pode ter diversas causas, como veremos a seguir. Com a inflamação, são destruídas células do fígado (hepatócitos e outros), com diversas conseqüências ao organismo.


Fígado Normal ao Microscópio

   As hepatites podem ter várias causas. As hepatites virais são todas diferentes em sintomas, gravidade e tratamento. Como as mais comuns aqui no Brasil são as causadas por vírus de nomes semelhantes (A, B e C), muitos pensam que são parecidas, ou que esses nomes indiquem que exista uma seqüência de gravidade da infecção. Mas isso foi apenas um modo de facilitar o estudo.


Fígado com Hepatite A

   A hepatite também pode ser causada por infecções generalizadas que acabam por atacar também o fígado, por substâncias tóxicas como o álcool, por erros do nosso próprio sistema imunológico ou do metabolismo, por mais de um modo diferente e através de outros mecanismos que ainda não conhecemos.

Algumas causas de hepatites

Vírus

Hepatite A

 

Hepatite B

 

Hepatite C

 

Hepatite Delta

 

Hepatite E

 

por Citomegalovírus

 

por vírus Epstein Barr

 

por outros vírus

Bacterianas

Hepatite trans-infecciosa

Distúrbios de imunidade

Hepatite autoimune

 

Cirrose biliar primária

 

Colangite esclerosante primária

 

Síndrome mista / de sobreposição

Distúrbios do metabolismo

Esteato-hepatite não alcoólica

  Hemocromatose
  Deficiência de alfa-1-antitripsina
  Doença de Wilson

Substâncias tóxicas

Hepatite alcoólica

 

Outros

   A hepatite pode surgir rapidamente com sintomas mais intensos (hepatite aguda) ou lenta e menos sintomática (hepatite crônica). Algumas doenças, com a hepatite A, costumam causar apenas a hepatite aguda. Outras, como a hepatite B, podem apresentar um quadro agudo e depois manter uma inflamação menor por um longo período, tornando-se crônica. Outras, como a hemocromatose e a hepatite autoimune, costumam se apresentar como se fossem hepatites agudas, mas na verdade são crônicas.

 

HAV

HBV

HCV

HDV

HEV

Transmissão

Enteral

Parenteral

Parenteral

Parenteral

Enteral

Período de incubação (dias)

15-50

28-160

14-160

28-160

20-40

Progressão para doença crônica

nunca

ao nascimento: >90%
<2 anos: <5%

70-85%

co-infecção: <5%
superinfecção: >95%

nunca

   Na hepatite aguda, os sintomas podem variar bastante. Dependendo da causa, eles podem não aparecer. Na maioria das vezes, a hepatite aguda surge com um quadro parecido a de uma gripe, com mal estar, fraqueza, febre, dores e náuseas. Quadros mais intensos podem vir com icterícia, que é um amarelamento da pele e dos olhos causado pelo acúmulo de bile no sangue. Felizmente, hepatites agudas graves, chamadas de fulminantes e subfulminantes, são raras. Além dos sintomas habituais, surgem alterações de comportamento, sonolência e confusão, sinais de que o fígado não está conseguindo eliminar toxinas do organismo (encefalopatia hepática).

Diagnóstico diferencial das hepatites agudas

Hepatite A

anti-HAV IgM

Hepatite B

anti-HBc IgM, HBsAg

Hepatite C

anti-VHC, RNA-VHC

Hepatite D

anti-HDV, HBsAg

Hepatite E

anti-HEV IgM

Mononucleose (EBV)

adultos: anticorpos heterotróficos (Paul-Bunnel-Davidson)
crianças: anti-VEB IgM

Infecção por citomegalovírus (CMV)

anti-CMV IgM

Infecção por herpes (imunossuprimidos)

sorologia ou cultura de vírus corpúsculos de inclusão em biópsia hepática

Leptospirose

clínica; pesquisa em campo escuro; sorologia

Sepsis ("hepatite transinfecciosa")

culturas (sangue, urina, etc.)

Sífilis

clínica e sorologia

Toxoplasmose

clínica e sorologia

Hepatite por drogas

clínica

Hepatite isquêmica

clínica; LDH

Hepatite crônica agudizada

clínica; auto-anticorpos (hepatite autoimune)

Doença de Wilson

anel de Kayser-Fleischer; ceruloplasmina; cobre urinário

Esteatose aguda na gravidez

3o. trimestre; transaminases pouco elevadas; insuficiência renal

Colecistite aguda

clínica; enzimas; ecografia


Fígado com Esteato-hepatite Não-alcoólica

   Na hepatite crônica, ocorre uma destruição lenta das células do fígado, que aos poucos vão se regenerando ou formando cicatrizes. Nessa fase, praticamente não há sintomas. Por esse motivo, muitas pessoas não descobrem a doença até que seja tarde demais. O que acontece é que a destruição das células do fígado pode chegar a um ponto em que a regeneração não é mais possível e o fígado pode não ser mais capaz de funcionar normalmente. Isso, junto com a formação de cicatrizes no fígado, é o que chamamos de cirrose.


Fígado com Cirrose

Artigo criado em: 2001
Última revisão: 12/06/11

Home ] Acima ]


Campanhas


Publicidade