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Hemangioma Hepático

Dr. Miki Mochizuki

Dr. Stéfano Gonçalves Jorge

INTRODUÇÃO

   Hemangiomas são pequenos tumores benignos formados por vasos sanguíneos enovelados. Surgem durante a formação do embrião, antes do nascimento, podendo ocorrer em diversos órgãos, entre eles a pele e o fígado. Manchas de nascimento vermelhas normalmente são causadas por hemangiomas na pele.

   Em geral, o hemangioma permanece inalterado após o nascimento, podendo crescer mas raramente causa algum sintoma, principalmente quando está localizado no fígado. Lá, é encontrado geralmente ao acaso, por algum exame (ultrassonografia, tomografia ou ressonância) realizado por outro motivo.

   A comprovação diagnóstica se faz por exames de imagem e a conduta mais adequada é esperar. Hemangiomas gigantes que comprimam outros órgãos ou que cresçam muito podem necessitar de cirurgia, mas isso é raro. O que se aconselha é fazer exames anuais para avaliar o tamanho do tumor.

Epidemiologia

  • Acomete 0,4 a 7% da população;

  • É mais freqüente em mulheres entre 30-40 anos e neonatos;

  • Hemangiomas gigantes* (>5cm) em cerca de 10% dos casos.

* Takagi e Sinanan

Patologia

  • Etiologia: incerta. Hamartomas congênitos (?)

  • Tipos:

  • Capilares

  • Carvernosos

Quadro clínico

Sintomatologia inespecífica e vaga (mais freqüente):

  • dor abdominal;

  • empachamento;

  • saciedade precoce;

  • náuseas;

  • vômitos;

  • febre contínua.

Sintomas menos freqüentes descritos:

  • icterícia obstrutiva;

  • cólica biliar;

  • retardo do esvaziamento gástrico por compressão;

  • trombocitopenia e hipofibrinogenemia.

Relação com o tamanho da lesão (?) – Mayo Clinic (1980-1987)

Tamanho (cm)

No. De pacientes

Sintomas (%)

< 4cm

          29

 4  (14)

4-10 cm

          20

 3  (15)

>10 cm 

          20

18 (90)

Total

          69

25

Complicações

  • Presença de sintomas;

  • Crescimento;

  • Trombocitopenia;

  • Insuficiência cardíaca;

  • Síndrome de Kasabach-Merrit;

  • Rotura espontânea (21 casos);

  • Rotura traumática (70% mortalidade).

Diagnóstico

  • História e exame físico;

  • USG abdominal;

  • USG com doppler;

  • Arteriografia;

  • Tomografia;

  • Cintilografia com Tc99m e hemácias marcadas;

  • Ressonância Nuclear Magnética;

  • Biópsia hepática.

Conduta: Cirurgia x Observação clínica

Modalidades terapêuticas:

  • Ressecção cirúrgica;

  • Transplante hepático;

  • Ligadura da artéria hepática;

  • Embolização;

  • Radioterapia;

  • Corticoterapia.

Quando intervir (?):

  • Trastek e cols. Am J Surg. 1983 Jan; 145: 49-53.

  • 34 pacientes acompanhados por 15 anos (~ 5,5 anos):

  • tamanho de 4 a 22 cm (~ 8,8 cm);

  • 0 óbitos;

  • 0 complicações.

  • 25 pacientes acompanhados por 21 anos (~ 12,5 anos):

  • 25 assintomáticos:

  • 2 perdas de seguimento;

  • 2 passaram a ser sintomáticos.

  • Sinanan e cols. Am J Surg. 1989 May; 157: 519-522.

  • Indicação de cirurgia:

  • Sintomas;

  • Dúvida diagnóstica;

  • Lesões superficiais maiores que 6cm;

  • Anemia hiperproliferativa;

  • Sd. de Kasabach-Merrit;

  • Rotura;

  • Crescimento rápido

  • Moreno e cols. Hepato-gastroenterol. 1996; (43) 422-426.

  • Yamagata e cols. Br J Surg. 1991 Oct; 78:1223-1225.(*)

  • Indicações absolutas:

  • Complicações (rotura / crescimento rápido);

  • Síndrome de Kasabach-Merrit;

  • Indicações relativas: (2 = absoluta)

  • Sintomatologia significativa;

  • Tumores maiores que 5 cm;

  • Lesões superficiais com risco de trauma;

  • Sintomas de compressão;

  • Dúvida diagnóstica.

(*) O tamanho simplesmente não deve ditar a conduta cirúrgica.

  • Russo e cols. Am J Gastroenterol. 1997; 92: 1940-1941.

  • “Orthotopic Liver Transplantation for Giant Hepatic Hemangioma”

Artigo criado em: 2002
Última revisão: 2002

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