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Dúvidas por e-mail
Caros visitantes,
Nós da equipe do Hepcentro
entendemos que muitas regiões do Brasil são carentes de gastroenterologistas
que atuem na área de Hepatologia e que mesmo o acesso ao gastroenterologista é
muito difícil para uma boa parcela da população. E que mesmo aqueles que
conseguem muitas vezes saem das consultas com dúvidas sobre questões que não
conseguiram entender ou que só ocorreram depois. Assim, desde a criação do
site, em 2001, já recebemos e respondemos a milhares de e-mails com dúvidas e
sugestões.
O esclarecimento de dúvidas e orientações por e-mail,
no entanto, não são uma consulta médica e não prescindem da avaliação adequada pelo seu médico. Uma lista de hepatologistas pode ser obtida no site da
Sociedade Brasileira de Hepatologia (www.sbhepatologia.org.br).
Não fazem parte das orientações a prescrição de remédios, a solicitação
de exames, a prescrição de dieta (que deve ser individualizada para cada
pessoa) nem a elaboração de diagnóstico, que pode ser errôneo por
informações limitadas, a ausência de exame clínico e a falta de avaliação
adequada de exames de imagem. Mesmo assim, a grande maioria das dúvidas pode
ser solucionada por e-mail.
Se possível, utiliza a ferramenta de pesquisa do site para saber se a resposta para a sua dúvida não está lá. Se não estiver, procuraremos responder o melhor possível, mas as respostas não poderão ser muito precisas se as informações forem vagas e as perguntas, confusas.
Como não fazemos arquivo dos e-mails repondidos, sempre que for responder a uma mensagem nossa, prefira "responder" ao invés de criar uma nova mensagem, pois nesse caso os dados anteriores serão perdidos e teremos que começar a discussão de novo.
Por favor, não enviem mensagens do tipo "tenho uma tese para escrever e quero saber tudo sobre...". Pesquisas científicas e acadêmicas devem ter por base livros texto e/ou artigos científicos, não textos da internet. Podemos ajudar em dúvidas que possam surgir nesses trabalhos, mas não fazer o trabalho no seu lugar.
Recebemos também muitas mensagens sobre dúvidas não relacionadas a doenças do fígado. Há centenas de sites de outras especialidades ou sites abrangendo todas elas na área de links, procurem tirar suas dúvidas com o especialista correto.
Tendo em vista a grande quantidade
de mensagens, as mesmas são lidas e respondidas assim que possível, mas algumas vezes, a resposta pode demorar pelo excesso de e-mails que recebemos,
se for reconhecida como spam pelo servidor (como mensagens sem título), ou
quando enviadas ao profissional errado. Procuramos responder a todos os e-mails,
se não receber uma resposta em poucos dias observe se a sua caixa de mensagens
não está cheia ou com filtro de spam ativado.
Dr. Stéfano Gonçalves Jorge
Responsável Técnico
CRM-SP 88.173
12/12/2006
Os e-mails abaixo foram selecionados
por serem mais característicos ou por se referirem a assuntos não abordados em
textos completos. O sigilo foi preservado e os autores autorizaram a sua
publicação.
30/12/01 - Enviada por E.G.A.
Gostaria
de saber se uma pessoa após ser infectada por hepatite (de qualquer
classe) corre o risco de pegar outro tipo de hepatite de uma outra classe
Para tornar as coisas mais fáceis,
decidimos usar letras como nomes dos vírus das hepatites. Isso não
significa, de modo algum, que eles sejam parecidos. São todos muito diferentes
e o único ponto em comum é que afetam primariamente o fígado humano (o da
hepatite B também atinge o rim, o da C pode provocar reumatismos, etc.).
Portanto, ao se tornar imune contra uma hepatite você ainda corre o risco de
adquirir outras. Poderia ter ate 2 ou 3 hepatites. No meu projeto de pesquisa,
por exemplo, 12,5% dos pacientes tem hepatites B e C.
leia mais
sobre o assunto aqui
28/12/01 - Enviada por A.M.
Recentemente fui infectado pelo vírus da Hepatite, ainda estou aguardando
exames para diagnosticar se "A" ou "B", mas como há 3 meses
tiver relação sexual com portadora de hepatite B crônica, tenho quase certeza
que a sorologia para essa hepatite seja positiva. Apesar de fazer sexo com
preservativo, poucos, alias ninguém comenta a respeito de contaminação por
sexo oral, o que justamente creio ter sido a causa da minha contaminação.
Não sei se isso é possível ou não mas é a única explicação que dou para
ter apresentado os sintomas de hepatite 2 a 3 meses depois de ter tido relação
com esta pessoa. Gostaria de saber quais são os riscos de se continuar com a
rotina do dia a dia, principalmente o trabalho na questão do agravamento da
hepatite. Me foi informado que o governo cobre os custos com o tratamento
da hepatite. Como faço para entrar nesse programa ? Quais órgãos devo
procurar ?
A transmissão pelo sexo oral é
possível em praticamente todas as doenças sexualmente transmissíveis, como a
hepatite B e a AIDS. A hepatite A, mais relacionada a quadros de hepatite aguda,
com amarelão (icterícia), é de transmissão
oro-fecal, o que pode ocorrer no ato sexual. Por isso, recomenda-se utilizar
algum mecanismo de barreira, como um preservativo cortado, para a realização
do sexo oral. Quanto ao trabalho e a hepatite, não ha necessidade de
repouso, apesar da hepatite diminuir a disposição para o trabalho. No
caso da hepatite A, poderia haver transmissão se compartilhar objetos de
uso pessoal. O governo realmente oferece o tratamento para a hepatite B e C,
gratuitamente. Para ter acesso ao tratamento, e necessário procurar um centro
especializado na sua cidade, ou se informar na Secretaria de Saúde do município
aonde seria o centro de referencia. Não se preocupe com papelada, isso será
resolvido aonde se realizara o tratamento.
14/11/01 - Enviada por J.S.
As
minhas taxas de TGP estão sempre alteradas, já fiz vários exames clínicos e
radiográficos (todos) a sugestão é sempre esteatose já que tenho 100Kg e tomo
cerveja nos finais de semana, quase sempre abusando. Se realmente for esteatose
o que devo fazer para reverter este quadro?
Provavelmente você está sofrendo de esteato-hepatite. É normal o acúmulo de
gordura no fígado (a esteatose), como uma forma de defesa do organismo para
evitar o aumento das gorduras no sangue ou estocar o excesso de energia causado
por dieta inadequada, diabetes ou álcool. O mais importante é que, por algum
motivo que ainda não compreendemos, inicia-se um processo de inflamação do fígado
por essa gordura, levando a destruição dos hepatócitos (principais células
do fígado). Essa destruição prolongada (que aparece no exame de sangue como
aumentos de TGO e TGP) age do mesmo modo que as hepatites, com tendência a
evoluir para cirrose. Muitos tratamentos estão sendo estudados para isso no
momento, mas nenhum é conclusivo por enquanto. O principal é tratar os fatores
de risco. No seu caso, é primordial parar de beber e começar a perder peso e
retornar com o seu médico.
leia mais
sobre o assunto aqui
14/11/01 - Enviada por J.S.M.
Tive contato sexual com
portador de hepatite B, mas só fui informada após alguns meses. A pessoa
contaminada, que nunca teve sintomas, passou-me a seguinte informação: que após
alguns exames e consulta médica com especialista, foi informado que já não mais
possuía o vírus no organismo e que também não era transmissor da doença,
disse inclusive que seu parceiro sexual nem precisava fazer exames. Eu
estou me preparando para fazer os exames necessários, mas gostaria de confirmar
esta informação. É possível que alguém que já tenha dado exame positivo
para hepatite B, desaparecer os vírus do organismo ? Ele continua portador
transmitindo a doença ?
Como
praticamente todos os vírus, o da hepatite B é identificado pelas células de
defesa do organismo, que iniciam todo o processo de "convocação" do
sistema imunológico para destruir o agressor. Na hepatite B, cerca de 90% das
pessoas conseguem deste modo curar sozinhas da hepatite B. As demais permanecem
com o vírus no organismo e a doença torna-se crônica. Pelo que nos escreveu,
o seu parceiro foi um dos felizardos e curou-se da hepatite sem a necessidade de
um tratamento prolongado e dispendioso. Classicamente, acredita-se que as
pessoas curadas tornam-se imunes à hepatite B, sem o vírus no organismo e
portanto incapazes de transmitir a doença. No entanto, estudos recentes
demonstram que naqueles pacientes com cirrose e com hepatite B curada,
submetidos a transplante de fígado, alguns voltam a apresentar o vírus no
organismo. Provavelmente deve restar uma quantidade mínima, indetectável, do vírus
destes pacientes, que volta a aparecer com as medicações que inibem o
sistema imunológico, usadas no transplante para impedir a rejeição. Essa
quantidade mínima não é suficiente para ser transmitida por via sexual. O
seu risco é quase nulo. Mas, na minha opinião, um risco de um
em um bilhão é suficiente para tirar o sono de qualquer pessoa. Faça o teste.
Se vier negativo, pode ficar sossegada. Repita 6 meses após a última relação
de vocês para ficar livre dessa dor de cabeça para sempre. Mas o mais
importante é outra coisa. A hepatite B é uma doença sexualmente
transmissível, que pode vir acompanhada de outras, especialmente o HIV. Procure
o seu médico para fazer toda uma bateria de exames para DSTs e use
preservativo. Vale muito mais a pena do que ficar com essa preocupação
depois.
leia mais
sobre o assunto aqui
13/11/01 - Enviada por P.G.A.
Minha mãe está acometida de uma doença no fígado chamada pelos seus colegas
de encefalopatia, em pesquisa na internet só encontrei como a doença da vaca
louca ou seja somente em animais. Estou tentando obter maiores informações
sobre a doença, suas causas e tratamentos, pois minha mãe está bastante grave
não podendo ser submetida ao transplante em virtude de seu estado de fraqueza.
A encefalopatia
hepática é decorrente da incapacidade do fígado de tirar do organismo algumas
substâncias que são tóxicas. Estas substâncias podem influenciar e alterar o
funcionamento do sistema nervoso, levando a quadros de alteração do
comportamento e principalmente sonolência. Há alguns tratamentos para isso,
mas são só temporários. Quando aparece a encefalopatia, é sinal que o fígado
está muito comprometido ou que há algo o prejudicando, como infecções.
Quando aparece sem nenhuma outra causa, normalmente é necessário o transplante
do fígado. Mas pelo visto não há condições de fazê-lo agora. Concentre-se
em administrar as medicações prescritas para que sua mãe melhore mais rápido.
Outra coisa muito importante é a dieta. As substâncias tóxicas são em sua
maioria provenientes das proteínas animais da dieta, que devem ser evitadas (ou seja, carne, ovos, leite e derivados). Use proteínas vegetais, como a soja.
Os portadores de cirrose desnutrem muito fácil, por diversos motivos. O melhor
para evitar isso é comer a intervalos menores, em pequena quantidade. Procure
um nutricionista, que poderá preparar um cardápio detalhado e complementos
especiais se necessário. Talvez isso seja suficiente para melhorar a fraqueza
da sua mãe e permitir o transplante. Não esqueça que a encefalopatia hepática
é uma doença do fígado, não do cérebro. Após o transplante, sua mãe
voltaria ao normal.
leia
mais sobre o assunto aqui
13/11/01 - Enviada por R.R.M.
Gostaria
de saber se o aleitamento materno é contra indicado em casos de mães
portadoras de hepatite B.
As principais
vias de transmissão da hepatite B em nosso meio são a sexual e a parenteral (pelo sangue contaminado). No entanto, em outros países, principalmente na
Ásia, o contágio perinatal (ao nascimento) é mais importante. Esse tipo de
transmissão, ao contrário das demais, geralmente leva à hepatite crônica e
freqüentemente a cirrose. Ocorre principalmente ao nascimento, pelo contato
entre o sangue materno e o líquido amniótico. O sangue da mãe e do feto não
se misturam antes, impedindo a transfusão antes do nascimento.
Para evitar que
isso aconteça, o exame da hepatite B é realizado rotineiramente no pré-natal.
No caso das mães com hepatite B, a criança recebe vacina e/ou soro logo após
o nascimento, para impedir a transmissão.
O vírus da
hepatite B é raramente encontrado em secreções como o leite materno, suor e
lágrimas, e mesmo assim em quantidades tão pequenas que não permitem a
transmissão. Não há portanto necessidade de impedir o aleitamento materno.
leia mais
sobre o assunto aqui
30/10/01 - Enviada por R.R.F.
Gostaria
de saber através de qual exame a Hepatite Autoimune pode ser detectada,
se ela tem cura e qual o tratamento.
A hepatite autoimune é de
diagnóstico difícil, pois depende de diversos critérios e o diagnóstico é
feito por uma escala na qual se somam ou subtraem pontos (abaixo). Normalmente
o diagnóstico de hepatite autoimune é realizado em uma das três situações:
-
Quando é feita a investigação da causa de uma
cirrose;
-
Em pacientes portadores de outra doença autoimune, nos quais a
investigação da doença do fígado é necessária;
-
Na investigação de pessoas que realizaram exames de check-up ou doadores de
sangue, cujos exames demonstraram alterações no fígado.
|
Critérios Diagnósticos |
|
Gênero |
|
Álcool |
|
|
feminino |
+2 |
< 25 g/d |
+2 |
|
Fosfatase alcalina / AST |
|
> 60 g/d |
-2 |
|
³ 3 vezes |
-2 |
Outra doença autoimune |
|
|
< 3 vezes |
+2 |
paciente ou parente |
+1 |
|
Gamaglobulina ou IgG |
|
Achados histopatológicos |
|
|
> 2,0 vezes |
+3 |
hepatite lobular e necrose em ponte |
+3 |
|
1,5 - 2,0 vezes |
+2 |
necrose em ponte |
+2 |
|
1,0 - 1,5 vezes |
+1 |
rosetas |
+1 |
|
< 1,0 vezes |
0 |
infiltrado plasmocitário intenso |
+1 |
|
ANA, SMA ou anti-LKM1 |
|
alterações biliares |
-1 |
|
> 1:80 |
+3 |
alt. sugest. de outra patologia |
-3 |
|
1:80 |
+2 |
Fenótipos HLA |
|
|
1:40 |
+1 |
B8-DR3 ou DR4 |
+1 |
|
< 1:20 |
0 |
Resposta ao tratamento |
|
|
Anticorpo antimitocôndria |
|
completa |
+2 |
|
positivo |
-2 |
parcial |
0 |
|
Marcadores virais |
|
falência |
0 |
|
IgM anti-HAV ou HBsAg |
-3 |
sem resposta |
-2 |
|
HCV RNA |
-3 |
recaídas |
+3 |
|
anti-HCV / RIBA |
-2 |
|
|
|
todos negativos |
+3 |
Score Diagnóstico |
|
|
Drogas |
|
Pré-tratamento |
|
|
sim |
-2 |
definitivo |
> 15 |
|
não |
+1 |
provável |
10-15 |
|
Hemotransfusão |
|
Pós-tratamento |
|
|
sim |
-2 |
definitivo |
> 17 |
|
não |
+1 |
provável |
12-17 |
O tratamento é basicamente por
imunossupressão, com prednisona e azatioprina. A remissão, ou seja, a parada
do processo de doença, ocorre em 65% dos pacientes em 2 anos de tratamento.
leia
mais sobre o assunto aqui
19/10/01 - Enviada por Beto.
Gostaria de saber quais os
tipos de hepatites existentes, se tem algum tipo mais grave e se tem cura.
Chamamos de
hepatite a inflamação do fígado, geralmente associada a destruição de
células. Podemos dividir as hepatites de acordo com a forma de apresentação
ou a sua etiologia (causa).
|
Quanto à apresentação clínica
|
Aguda
|
Surgimento súbito
|
|
|
Subfulminante
|
Surgimento súbito e grave, com coma após 8
semanas
|
|
|
Fulminante
|
Surgimento súbito e grave, com coma em até 8 semanas
|
|
|
Crônica
|
De longa duração, gravidade variável
|
|
|
Cirrose
|
Consequência da hepatite crônica,
independente da etiologia
|
|
Quanto à etiologia
|
Viral
|
Vírus A,
B, C, D, E, G, TTV, SEN-V,
CMV, EBV,
HSV
|
|
|
Alcoólica
|
|
|
|
Drogas
|
Paracetamol, metildopa,
amoxicilina-clavulanato, etc.
|
|
|
Autoimune
|
Distúrbio imunológico
|
|
|
Esteato-hepatite
|
Causada pelo acúmulo de gordura no fígado
|
De modo geral, o termo hepatite
subentende a hepatite viral. A hepatite A é a mais
comum em nosso meio, transmitida pela água, alimentos contaminados e de uma
pessoa para a outra, geralmente apresentando-se como um quadro gripal em
crianças, sendo então difícil o diagnóstico. Alguns tem apresentação
típica, com pele e olhos amarelados (icterícia), náuseas e febre. Costuma
curar (sozinha, não há necessidade de medicação) em até 4 semanas e a
mortalidade é menor que 0,2%.
A hepatite
B é transmitida principalmente pelo sangue contaminado (transfusões,
acidentes com agulhas, drogas), relações sexuais e da mãe para o bebê na
hora do parto. A apresentação aguda se assemelha à da hepatite A, com
mortalidade de 0,1 a 0,5%, mas pode persistir e se tornar crônica em até 5%
dos adultos (e até 90% nas transmissões no parto). Destes, de 12 a 20% podem
desenvolver cirrose em 5 anos e 6 a 15% câncer
do fígado (hepatocarcinoma). As pessoas com risco de adquirir hepatite B
devem receber vacina, que já está disponível nos postos de saúde. Há
tratamento para a hepatite B, com cerca de 50% de taxa de cura.
A hepatite
C poderia ser considerada a mais grave por alguns motivos. O modo de
transmissão melhor caracterizado é por transfusões de sangue, mas apenas 4%
dos infectados foram transfundidos. Após 6 a 12 meses de uso de drogas
endovenosas, 80% dos usuários adquirem a hepatite C. Pode haver transmissão
por via sexual, em até 15%. A transmissão no parto pode chegar a 6%. De 6 a 8%
dos convívios familiares (não sexuais) se infectam. Há cerca de 100
milhões de infectados no mundo, e estima-se infectada 1,4%
da população de São Paulo (e 2% dos doadores de sangue de todo o
Brasil).
Dos infectados com hepatite C,
cuja apresentação aguda é geralmente leve e passa despercebida, 85% continuam
com hepatite crônica, 20% destes com cirrose em 20
anos, com risco de 1 a 4% ao de câncer do
fígado. Podemos esperar em breve uma "epidemia" de cirrose e
câncer de fígado. O tratamento da hepatite C tem resultados piores que o da B.
O tratamento convencional, com interferon, tem resposta em 10-20% dos casos. A
associação recente com a ribavirina mostrou resposta em 30-35%. Um novo
medicamento, o peg-interferon, recém lançado no Brasil, tem 50% de resposta. A
associação do peg-interferon com a ribavirina provavelmente trará resultados
ainda melhores, mas os estudos ainda estão sendo realizados.
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