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Cisto de Colédoco
Dra. Adriana
Maria Alves De Tommaso
Definição:
-
é uma
dilatação cística segmentar dos ductos biliares. Acomete mais comumente o
ducto biliar comum mas, pode envolver qualquer porção dos ductos biliares,
tanto o sistema intra como o extra-hepático, ou combinação de ambos. São
causa pouco comum de icterícia obstrutiva, com cerca de 1500 casos relatados.
Etiologia:
Incidência:
Classificação (Todani e colaboradores):
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Tipo I: presente em 80-90% dos
casos, é o mais comum
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A: cisto de colédoco senso lato
-
B:
dilatação segmentar do colédoco
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C:
dilatação cilíndrica ou difusa
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Tipo II: divertículo presente no
hepático comum ou em um dos hepáticos. Cerca de 2-3% dos casos.
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Tipo III: coledococele, envolve
apenas o ducto intraduodenal com esvaziamento dos ductos pancreático e biliar
comum para dentro do cisto. Ocorre em 1,4-5% dos casos.
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Tipo IV:
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A: múltiplos cistos intra e extra-hepáticos, cerca de
19% dos casos
-
B: múltiplos cistos extra-hepáticos, é menos comum
-
Tipo V: ou
doença de
Caroli
Patologia:
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a histopatologia mostra a parede do cisto fibrótico variando de poucos
milímetros a 1 cm de espessura. A parede consiste de tecido conjuntivo denso
com ocasionais fibras elásticas e bandas musculares lisas. Reação inflamatória
está presente com freqüência. O tamanho varia de 1 cm de diâmetro até um
cisto contendo cerca de 5 L de bile. A biópsia hepática está alterada em 60%
dos casos, demonstrando cirrose biliar ou fibrose portal.
Achados Clínicos:
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a tríade clássica de dor + icterícia + massa abdominal palpável ocorre em
apenas 1/3 dos casos. A duração dos sintomas varia de 1 semana até mais de 40
anos. Na infância, a icterícia isolada é achado muito comum. Muitos adultos têm
história de icterícia, febre ou dor abdominal intermitentes desde a infânca.
Vômitos podem ocorrer com infecção do cisto ou obstrução do duodeno. Febre
resulta de colangite.
Diagnóstico:
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Colecistograma oral: não
visualiza o cisto pois, o contrase não se concentra.
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Colangiografia intravenosa: útil
nos pacientes sem icterícia
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EED: mostra deslocamento do
duodeno
-
Cintilografia: retardo no
preenchimento da árvore biliar com contraste persistindo no cisto, em imagens
tardias
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Tomografia e Ecografia: úteis na
demonstração de massa cística no porta-hepatis todavia, freqüentemente, não
podem identificar a origem biliar
-
CPRE ou percutânea: definitivos,
detalhando a anatomia
Complicações:
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a colangite é um problema comum, ocasionalmente com desenvolvimento de abscesso
hepático. Nem sempre é aliviada pela cirurgia. A cirrose biliar ocorre em
proporção à duração e grau de obstrução. Tem sido relatada cirrose biliar
congênita. Cálculos ocorrem em 8% dos casos e podem ser múltiplos. Pode haver
hipertensão portal devido compressão da veia porta pelo cisto ou secundária
à cirrose biliar. A ruptura do cisto é rara, geralmente espontânea. A incidência
de câncer é de 2,5%.
Tratamento:

Artigo criado em: 2002
Última revisão: 2002
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